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TD8: Salário e educação no Rio Grande do Sul: uma análise econométrica do prêmio salarial por ano de estudo

Texto para Discussão #8

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11141413-whatsapp-image-2025-04-24-at-11-32-51-4.jpeg - Foto: SEDUC/RS
Por CEBE/SEDUC

Contribuir para responder à pergunta “Estudar pra quê?”, comum entre os alunos e até mesmo entre os pais, é um dos objetivos deste trabalho. Analisamos a evolução da taxa de crescimento da população do Rio Grande Sul pelos Censos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) desde 1872 até 2022, verificando a redução desta taxa que traz implicações estruturais na demográfica do estado. O Relatório de Execução Orçamentária do RS demonstra o relevante aumento do gasto público por aluno na educação gaúcha no período de 2008 até 2024, analisado em conjunto com dados do Censo Escolar do Inep/MEC (Ministério da Educação).

De 2012 até 2025 através dos dados da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios Continua (Pnadc) do IBGE, o estoque do capital humano do RS tem apresentado crescimento vigoroso e está acima do Brasil. Capital humano este, como visto em texto para discussão anterior (CEBE, 2026), foi o principal responsável pelo aumento da produtividade no estado do Rio Grande do Sul e, conforme a literatura econômica demonstra, o crescimento econômico tem na educação, uma de suas principais razões para ocorrer (ACEMOGLU, 2012; AGHION et al., 2025; BECKER, 1964, DORNBUSCH et al., 2013; FERREIRA et al., 2013; HECKMAN, 2014; MANKIW, 2015).

A média de anos de estudo do RS, que esteve acima da brasileira na série temporal da Pnadc de 2012 até 2025, permanece em trajetória de alta. Uma descoberta relevante desta pesquisa: o crescimento do prêmio salarial gaúcho ultrapassou o retorno salarial brasileiro recentemente. Por prêmio salarial, entende-se o aumento marginal na renda decorrente de mais tempo de estudo. 

O capital humano do RS apresenta mais anos de estudo, gerando maior percentual da mão de obra com formação mais elevada, menor taxa de desocupação do que a brasileira, taxa de participação da força de trabalho elevada e o diferencial de produtividade deste trabalhador ultrapassa o Brasil a partir de 2023, permanecendo nesta posição desde então. 

Logo, o estudo contribui para responder à pergunta inicial a partir de uma visão econômica: no RS a educação torna seus alunos mais capacitados, estes têm prêmio salarial maior à medida que mais estudam, encontram um mercado de trabalho forte que absorve até os mais jovens, os menos qualificados e obtém na média renda mais elevada do que o restante do país.

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