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Este relatório busca apresentar um diagnóstico étnico-racial dos estudantes da rede estadual de ensino do Rio Grande do Sul, fornecendo subsídio para compreender as dinâmicas e desafios enfrentados pelos diferentes grupos raciais no que diz respeito à educação.

No que se refere à demografia racial, O Rio Grande do Sul, em comparação com o Brasil e a Região Sul, tem uma proporção ainda maior de população branca. Os dados demográficos apresentam divergências notáveis na distribuição racial da população no Rio Grande do Sul, quando comparados com as médias nacionais e regionais. Enquanto a maioria da população brasileira se autodeclara como negra, compreendendo 45,7% pardos e 10,5% pretos, o Rio Grande do Sul se destaca pela predominância significativa da população branca, representando 77,5%. Esta discrepância evidencia uma demografia regional única, divergindo da tendência nacional de autodeclaração racial.

De maneira mais específica, são analisados indicadores relacionados à Taxa de Matrícula Líquida (TML), ao fluxo escolar, ao clima escolar e ao desempenho acadêmico. Quanto à TML, o ensino fundamental mantém uma TML consistente acima de 90%, indicando amplo acesso a essa etapa. No entanto, a TML do ensino médio, embora em crescimento desde 2018, ainda está distante da universalização de acesso. Disparidades significativas são observadas na TML do ensino médio, destacando desafios específicos para grupos raciais, com a população branca apresentando taxas mais altas. Já as taxas de reprovação nos anos iniciais do ensino fundamental revelam disparidades de gênero, com meninos apresentando taxas mais elevadas. Nos anos finais, a reprovação entre meninas indígenas aumenta significativamente. No ensino médio, as taxas de reprovação são mais altas entre a população indígena, destacando desafios persistentes nesse grupo.

A análise do clima escolar indica uma percepção mais positiva no 5º ano em comparação com o 9º ano e a 3ª série do ensino médio. Estudantes do sexo feminino tendem a perceber o clima de maneira mais positiva no 5º ano, invertendo essa tendência nas etapas mais avançadas. Alunos negros, em geral, percebem o clima escolar de maneira menos favorável, ressaltando a importância de abordagens inclusivas. Finalmente, o desempenho nos exames do SAERS reflete as disparidades observadas no clima escolar, com queda significativa no percentual de estudantes proficientes no 9º ano, especialmente entre grupos racialmente minoritários. Na 3ª série do ensino médio, a maioria dos alunos apresenta resultados abaixo do adequado, destacando a urgência de intervenções para melhorar a qualidade da educação.

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